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Reciclagem: Polpel transforma papel em outro tipo de papel

02 Dezembro | 2016


Com o objetivo de mudar o universo da reciclagem, através de um conceito inovador, sustentável, de baixo custo e sem geração de efluentes, que permite reciclar papéis especiais tidos como não recicláveis pela indústria, e que possuíam como destino certo os aterros sanitários, surgiu a Polpel, única empresa no mundo que produz uma polpa celulósica denominada “polpel celulose”, matéria prima para produção de papel.

A missão da empresa é oferecer soluções éticas, sustentáveis e limpas. Assim, tornou-se referência na reciclagem de papéis com resistência a umidade ou de difícil reciclagem. Na prática, através da Polpel, esses materiais retornam ao início da cadeia produtiva do papel, sendo 100% reutilizados.

O processo consiste na reciclagem de papéis com alta resistência a umidade (RU) e transformação em polpa celulósica, utilizada como matéria prima para papéis, especialmente os papéis do tipo tissue (papéis higiênicos, guardanapos e papéis toalha).

“Produzimos uma polpa celulósica denominada “polpel celulose”, matéria prima para produção de papel. Na prática, isso significa que desenvolvemos um produto com base em uma tecnologia exclusiva, na qual o papel liner passa por uma série de processos químicos e físicos até ser transformado em uma polpa (polpel celulose), que é encaminhada aos fabricantes de papéis. O processo não gera efluentes porque há uma estação de tratamento que permite a reutilização de toda a água utilizada através desta tecnologia”, explica Marcelo Peixoto, executivo da companhia.

Com uma lista de clientes que inclui Damapel, São Miguel, Bonsucesso, Inpel e Araucária, a empresa coloca nas redes de supermercado produtos como papéis higiênicos, papéis toalha e guardanapos.

De acordo Peixoto, além de ser uma tecnologia inovadora, o processo da Polpel tem a vantagem de ser 100% ecológico e evita o descarte de um material que até pouco tempo atrás era destinado aos aterros sanitários por ser tido como não reciclável. “Além disso, produzimos polpa celulósica de alta qualidade (referenciado por institutos renomados no Brasil) sem a necessidade de cultivo, plantio e derrubada de eucaliptos”, explica.

A tecnologia utilizada pela empresa foi desenvolvida há mais de 30 anos por um dos sócios que, ao presenciar e não se conformar com a quantidade de liner gerada pelas empresas e destinada a aterros sanitários idealizou um projeto no qual seria possível reciclá-lo através de um processo limpo e de baixo custo.

Como tudo começou

Em 2005, após muitos “nãos”, dois empresários de Recife/PE acreditaram e decidiram aportar recursos e energia nesta ideia, que ganhou ares industriais e profissionais. O processo foi aperfeiçoado e testado em maior escala e resultou na ida da operação para São Paulo em 2014. A empresa evoluiu, profissionalizou-se e amadureceu até que os sócios decidiram se instalar, em 2014, no Estado de São Paulo, o maior centro produtor e consumidor deste papel no Brasil, e escolheram a cidade de Guarulhos para abrigar a nova sede. Atualmente, a Polpel, referência em reciclagem no país, está envolvida no próximo grande passo do sonho idealizado há mais de 30 anos: alcançar o mundo, através da criação de parcerias internacionais.


Fonte: IndustriAtividade